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“Vocês estão querendo levar o ginásio pro brejo, ali não é lugar de construir uma escola”, foi o que ouviu, reiteradas vezes, o professor e arquiteto Radamés Teixeira, quando foi decido o local onde seria construído o prédio atual da Escola Estadual Mestre Zeca Amâncio (EEMZA), na rua Irmãos de Caux, no centro da cidade.

Antigo campinho em frente a EEMZA, onde hoje é a praça do Expedicionário (Fotos: Acervo da EEMZA)

Radamés Teixeira era proprietário da Interplan, empresa que construiu o prédio da escola, inaugurado em 1968.

Segundo ele contou ao jornal O Cometa, muitos itabiranos não queriam a sua construção no atual endereço.

Isso porque, na década de 1960, o local era considerado distante e inapropriado para abrigar uma escola.

Naquela época ainda não havia sido construída a avenida Carlos Drummond de Andrade, que passa atrás da escola.

E o córrego da Penha corria a céu aberto, em meio ao rejeito de minério que descia do pico do Cauê. Hoje, não há dúvida quanto ao acerto de sua localização.

“A escola foi construída com recursos repassados pela Vale no início da década de 1960”, conta o seu diretor, o professor Emerson Diniz Pacheco. Ele esteve na Câmara Municipal, nessa terça-feira (10), quando a EEMZA foi homenageada pelo legislativo itabirano por ter completado 70 anos a serviço da educação pública em Itabira.

A escola pública mais longeva do município, na verdade, é mais antiga, nasceu em 29 de março de 1931, como Escola Normal Oficial. Mas pouco tempo depois, em 1934, foi fechada – mais uma perda incomparável que Itabira teve ao longo de sua história.

Só em 3 de setembro de 1949 a escola renasceu com o nome de Colégio Estadual Mestre Zeca Amâncio (CEMZA). O nome é uma homenagem ao farmacêutico José Amâncio Ferreira, professor do antigo Grupo Escolar Doutor Carvalho de Brito, atual Escola Municipal Coronel José Batista, onde o educandário funcionou por muitos anos, antes de ter o seu prédio próprio.

Evolução

Emerson Pacheco, diretor da EEMZA

A EEMZA é a segunda maior escola pública de Itabira, com cerca de 1,3 mil estudantes e mais de 40 professores. *A maior é a escola estadual Trajano Procópio (Premem), com mais de 2 mil alunos.

O antigo ginásio, como a EEMZA era conhecida, teve o seu prédio próprio inaugura do em 1968, Isso possibilitou a abertura de um número expressivo de vagas, que antes era limitado, por dividir espaço com o então Grupo Escolar Coronel José Batista.

“A trajetória da EEMZA é um marco na história da educação em Itabira”, considera, com razão, o diretor Emerson Pacheco.

“São 70 anos de contribuição para a formação de cidadãos itabiranos, com base em valores que contribuem para a perpetuação de uma sociedade que preza a justiça, que busca o equilíbrio entre a realidade e a tão sonhada utopia.”

A EEMZA é referência em Minas Gerais pela qualidade do ensino público ofertado aos seus alunos. Além da educação de nível fundamental, com turmas a partir do 7º ano, conta ainda com o programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e também com o curso normal pós-médio (magistério).

Desde 2017 oferece aos seus estudantes o ensino médio em tempo integral, com aulas na parte da manhã e que prolonga até às 16h30. “Os alunos recebem excelente alimentação durante toda a permanência na escola”, contou aos vereadores o seu diretor.