Por meio de uma parceria público-privada, a Prefeitura de Itabira iniciou, neste fim de semana, a substituição das lâmpadas a mercúrio e a vapor por lâmpadas LED (Light Emiting Diode), mais econômicas e duráveis.

De acordo com a parceria firmada com a empresa Selt Engenharia, todo o “parque luminotécnico” existente na cidade, com 14,2 mil lâmpadas convencionais, será substituído em todos os bairros no prazo de até 120 dias, contado a partir do início do serviço.

A troca das lâmpadas teve início pelo centro, na avenida Carlos Drummond de Andrade, devendo se estender pelas avenidas Carlos de Paula Andrade, João Pinheiro, intercalando outras avenidas e ruas dos bairros da cidade.

Troca da iluminação convencional por lâmpadas LEDs teve início neste fim de semana (Fotos: Divulgação e Eduardo Cruz)

O investimento é de R$ 29 milhões, recurso que será alocado pela empresa vencedora da parceria público-privada, a ser pago pelos usuários, por meio da taxa de iluminação pública na conta de luz, no prazo de cinco anos.

Os repasses para a quitação do investimento serão mensais, deduzidos da arrecadação que a Prefeitura obtém com a Contribuição Social de Iluminação Pública (Cosip), que vem a ser a taxa paga pelo consumidor juntamente com a conta de luz.

“Não haverá aumento na conta de luz, a substituição em nada altera a tarifa já paga atualmente pelos consumidores”, assegura Ronaldo Lott, secretário municipal de Obras, cuja pasta é a responsável pela manutenção da iluminação pública no município.

Mas também a substituição não irá reduzir o valor da taxa de iluminação pública, paga por todos os domicílios, indústria e comércio da cidade. “A taxa não é definida pela Prefeitura, mas pelo órgão regulador do sistema nacional”, afirma Ronaldo Lott.

Receitas

A antiga e a nova iluminária com lâmpadas LEDs

Com a substituição, a Prefeitura espera economizar cerca de 50% do que atualmente é gasto com a iluminação pública na cidade, pago à Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Anualmente a Prefeitura arrecada cerca de R$ 9 milhões com a taxa de iluminação – e tem um custeio em torno de R$ 4,8 milhões. “A nossa expectativa é gerar uma economia anual de R$ 2,3 milhões”, projeta Ronaldo Lott.

“Com a economia iremos investir na melhoria da iluminação pública, com base em levantamento de pontos críticos realizado pela Polícia Militar. Com isso, esperamos aumentar a segurança na cidade, eliminando pontos que hoje não são bem iluminados”, informa o secretário.

A economia irá ocorrer também com o aumento da vida útil das novas lâmpadas. Enquanto uma lâmpada comum não chega a durar um ano, a LED tem vida mais longa, em torno de dez anos.